Plantas Tóxicas

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Escrito por Juliana   
Ter, 16 de Outubro de 2012 16:46

 

Plantas tóxicas: lindas e letais

Um bom projeto paisagístico deve ser consciente, escolhendo espécies belas, mas que não causem danos às pessoas, principalmente às crianças. Infelizmente, nos deparamos com muitas plantas tóxicas inapropriadamente utilizadas em projetos paisagísticos de escolas infantis, condomínios, residências, fazendas, em arborização urbana, etc.

A maioria das pessoas não sabe identificar as plantas tóxicas mais comuns e consideram simplesmente a aparência das plantas no plantio, e, sem querer, podem estar armando uma armadilha para seus entes mais queridos. Algumas plantas extremamente ornamentais são tão belas quanto letais, como é o caso da espirradeira, tão linda, tão comum e tão fatal... sua toxidade é tão alta que pode causar morte de adultos, crianças, caramujos e podem intoxicar cadeias alimentares de animais. Já tivemos mais de uma oportunidade de visualizar espirradeiras plantadas ao lado de tanquinhos de areias em escolas infantis e clubes de recreação, bem a mão de qualquer criança pequena. Sempre que nos deparamos com esse tipo de situação, avisamos o responsável que, ao saber do perigo, normalmente opta por retirar a planta do local.

Assim, fizemos abaixo um resumo das características, juntamente com uma foto e a ficha técnica das plantas mais comuns que podem causar algum tipo de toxidade.

Ao final do texto, trazemos algumas medidas preventivas e fatos sobre intoxicação vegetal.



PALMEIRA RABO DE PEIXE

Nome popular: Palmeira Rabo de Peixe

Procedência: Exótica originária Índia e Malásia

Nome científico: Caryota mitis

Família: Arecaceae

Parte tóxica: fruto

Sintomas: sensação extremamente dolorosa na boca e que, em contacto com a pele e olhos, pode causar queimaduras graves

Princípio ativo: Oxalato de cálcio


ESPIRRADEIRA

Nome popular: oleandro, louro rosa.

Procedência: Exótica originária do norte da África, do leste do Mediterrâneo e do sul da Ásia. É muito comum em Portugal e no Brasil, quer espontânea quer cultivada

Família: Apocynaceae.

Nome científico: Nerium oleander L.

Parte tóxica: todas as partes da planta.

Sintomas: a ingestão ou o contato com o látex podem causar dor em queimação na boca, salivação, náuseas, vômitos intensos, cólicas abdominais, diarréia, tonturas e distúrbios cardíacos que podem levar a morte.

Princípio ativo: glicosídeos cardiotóxicos

 

 

MEDIDAS PREVENTIVAS

 

1 - Mantenha as plantas venenosas fora do alcance das crianças.

2 - Conheça as plantas venenosas existentes em sua casa e arredores pelo nome e características.

3 - Ensine as crianças a não colocar plantas na boca e não utilizá-las como brinquedos (fazer comidinhas, tirar leite, etc.).

4 - Não prepare remédios ou chás caseiros com plantas sem orientação médica.

5 - Não coma folhas, frutos e raízes desconhecidas. Lembre-se de que não há regras ou testes seguros para distinguir as plantas comestíveis das venenosas. Nem sempre o cozimento elimina a toxicidade da planta.

6 - Tome cuidado ao podar as plantas que liberam látex provocando irritação na pele e principalmente nos olhos; evite deixar os galhos em qualquer local onde possam vir a ser manuseados por crianças; quando estiver lidando com plantas venenosas use luvas e lave bem as mãos após esta atividade.

7 - Em caso de acidente, procure imediatamente orientação médica e guarde a planta para identificação.

8 - Em caso de dúvida ligue para o Centro de Intoxicação de sua região.

fonte: www.redegoverno.gov.br

 

 

Intoxicação de Origem Vegetal

 

Segundo dados do Ministério da Saúde, ocorrem cerca de 2.000 casos de intoxicações por plantas no Brasil. Destes, cerca de 70% ocorrem com crianças.

As crianças com idades entre 0 e cinco de anos de idade intoxicam-se, geralmente, com plantas cultivadas em vasos dentro das residências. Entre as principais plantas causadoras de intoxicações nessa faixa etária estão o comigo-ninguém-pode o antúrio e o tinhorão. Nas células das folhas e dos caules dessas plantas existem uma grande quantidade de cristais de oxalato de cálcio na forma de agulhas que perfuram a boca da criança quando estas ingerem partes dessas plantas.

Os casos de intoxicações com crianças que possuem entre 06 e 12 anos ocorrem principalmente com a coroa-de-cristo, o pinhão-branco, o pinhãoroxo a mamona e o chapéu-de-napoleão.

As intoxicações entre os adultos também são frequentes, sendo causados, principalmente, pelo uso inadequado de plantas medicinais, pelo uso de plantas alucinógenas e abortivas. Entre as plantas tóxicas que mais causam intoxicações nos adultos podem ser citadas a buchinha e a saiabranca (beladona)

 

Última atualização em Qua, 17 de Outubro de 2012 20:37
 
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