Plano de arborização urbana de São Carlos - Página 2

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Escrito por Juliana   
Sex, 19 de Outubro de 2012 14:27
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Plano de arborização urbana de São Carlos
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ANEXO 01

 

1 - ESPECIFICAÇÕES DE MUDA PARA PLANTIO:

 

a) Especificações mínimas das mudas para plantios em vias públicas

Altura do fuste: mínimo 1,5 m

Altura total: mínimo 2,0 metros

DAP: 0,02 m

 

b) Palmeiras

Altura do estipe: 2,0 metros

Altura total: 3,0 metros

DAP: 0,15 m

 

• Estar livre de pragas e doenças;

• Possuir raízes bem formadas e com vitalidade;

• Estar viçosa e resistente, capaz de sobreviver a pleno sol;

• Ter sido exposta a pleno sol no viveiro pelo período mínimo 6 meses;

• Possuir fuste retilíneo, rijo e lenhoso sem deformações ou tortuosidades que comprometam o seu uso na arborização urbana;

• O sistema radicular deve estar embalado em saco plástico, em bombonas plásticas ou em lata;

• A embalagem deve conter no mínimo 14 litros de substrato.

 

2 - ESPECIFICAÇÕES DE PLANTIO E MANUTENÇÃO:

 

A execução do plantio deverá ser feita obedecendo aos seguintes critérios:

I - providenciar abertura da cova com dimensões mínimas de 60 cm de altura, largura e profundidade;

II - retirar o substrato, que sendo de boa qualidade, poderá ser misturado na proporção de 1:1 com composto orgânico para preenchimento da cova; sendo de má qualidade, deverá ser substituído integralmente por terra orgânica;

III - o tutor deverá ser cravado no fundo da cova, o qual será fixado com uso de marreta; posteriormente, deverá se preencher parcialmente a cova com o substrato preparado, posicionando-se então a muda, fazer amarração em “8”, evitando a queda da planta por ação do vento, ou seu dano por fixação inadequada do tutor;

IV - a muda com fuste bem definido deve ser plantada na mesma altura em que se encontrava no viveiro, não enterrar o caule ou deixar as raízes expostas;

V - após o completo preenchimento da cova com o substrato, deverá o mesmo ser comprimido por ação mecânica, sugerindo-se um pisotear suave para não danificar a muda;

VI - deve-se dar preferência ao plantio de espécies de porte arbóreo. Em casos que não comportar o porte arbóreo, os técnicos da Coordenadoria de Meio Ambiente e da Secretaria de Serviços Públicos indicarão as espécies arbustivas apropriadas;

VII - a muda deverá receber irrigação, pelo menos três vezes por semana, em períodos cuja temperatura média ultrapasse os 25º C, ou que não haja precipitação de chuvas; nos demais períodos, a irrigação poderá ser realizada com periodicidade reduzida para duas vezes por semana, pelo período mínimo de um 1 (um) ano;

VIII - à critério técnico, a muda poderá receber adubação orgânica suplementar por deposição em seu entorno;

IX - deverão ser eliminadas brotações laterais, principalmente basais, evitando a competição com os ramos da copa por nutrientes e igualmente evitando o entouceiramento;

X – deverá ser realizada a retificação periódica do tutoramento das mudas;

XI - em caso de morte ou supressão de uma muda, a mesma deverá ser reposta em um período de no máximo 6 (seis) meses.

 

3 - DISTÂNCIAS ENTRE ÁRVORES E ELEMENTOS URBANOS:

• 5,0 m da confluência do alinhamento predial da esquinas;

• 8,0 m dos semáforos;

• 2,0 m das bocas-de-lobo e caixas de inspeção;

• 1,0 m de entrada de veículos;

• 4,0 m de ponto de ônibus;

• 4,0 m de postes e transformadores;

• 5,0 m de placas de sinalização;

• 3,0 m de hidrantes;

• 3,0 a 6,0 m de distância entre árvores, de acordo com o porte da espécie arbórea;

• 0,5 m do meio-fio viário, exceto em canteiros centrais;

• 0,5 m das redes de água e esgoto;

• Nos locais onde o rebaixamento de meios-fios for contínuo, deverá ser plantada uma árvore a cada 7 m, atendendo às distâncias e aos padrões estabelecidos.

 

4 - ESPECIFICAÇÕES DOS PASSEIOS PÚBLICOS:

a) Nos passeios públicos o proprietário do imóvel deverá atender a legislação vigente e construir um canteiro em torno de cada árvore de seu lote, atendendo aos seguintes critérios:

I – manter dimensões mínimas de 1,00 m x 2,50 m sem pavimentação;

II - vegetar o canteiro com grama, forração ou cobrir com material permeável (pedrisco ou pedregulho).

b) Nos canteiros em que as raízes das árvores estiverem aflorando além de seus limites, os proprietários deverá mediante orientação técnica da Coordenadoria de Meio Ambiente e/ou da Secretaria Municipal de Serviços Públicos:

I - ampliar a área do canteiro;

II - executar obras para adequar o canteiro à forma de exposição das raízes.

Parágrafo único. A poda de raízes só é admitida em casos devidamente avaliados pela Coordenadoria de Meio Ambiente e/ou da Secretaria Municipal de Serviços Públicos, conforme artigo 13°.

 

Nas áreas privadas deverão ser atendidas as condições apontadas no item “a”, permitindo-se, no entanto, canteiros com dimensões compatíveis com o espaço, diferenciadas no mínimo 1,5 m², adequados ao porte do vegetal.

 

5 - ESPECIFICAÇÕES PARA TRANSPLANTES:

 

I - O período mínimo de acompanhamento profissional do vegetal transplantado será de doze meses, devendo ser apresentado relatório pelo responsável técnico, informando as condições do(s) vegetal (is) transplantado (s), e o local de destino do (s) mesmo (s), acompanhado de registro fotográfico, assim definido:

a) até 3 (três) dias úteis após a realização do transplante;

b) após 30 (trinta) dias da realização do transplante;

c) após 90 (noventa) dias da realização do transplante;

d) após 6 (seis) meses da realização do transplante;

e) após 12 (doze) meses da realização do transplante;

 

6. LISTA DE ESPÉCIES INDICADAS PARA USO EM ARBORIZAÇÃO URBANA

Folhas:

P: perene

D: decídua

S: semi-decídua

 

I – Para uso em passeios públicos sob fiação elétrica:

 

Nome científico Nome popular

Nativa / Exótica

Porte

(m) Folhas Obs.

Acacia podaliriaefolia Acácia Mimosa Exótica 5-7 P Flor amarela

Bixa orellana Urucum Nativa 3-5 P Flor rosa

Brunfelsia uniflora Manacá de Jardim Nativa 3-5 P Flores rosas e brancas

Callicarpa reevesii Calicarpa Exótica 7-10 D Flor rosa

Callistemon viminalis Escova de Garrafa Exótica 5-7  P Flor vermelha

Campomanesia phaea Cambuci Nativa 3-5 S Flor branca

Cassia bicapsularis Canudo de Pito Nativa 3-5 P Flor amarela

Cassia excelsa Cássia Excelsa Nativa 6-9 D Flor amarela

Dictyoloma vandellianum Tingui Nativa 4-7 P Flores brancas

Diospyros inconstans Maria Preta Nativa 6-9 P

Dombeya wallichii Astrapéia Exótica 5-7 P Flor rosa

Eugenia uniflora Pitanga Nativa 6-12 S Flor minúscula, fruto comestivel

Grevilea banksii Grevilha Anã Exótica 3-6 P Flor vermelha

Jacaranda puberula Carobinha Nativa 4-7 D Flor roxa

Lagerstroemia indica Resedá Exótica 3-5 D Flor rosa e branca

Myrcia rostrata Guamirim da Folha Fina Nativa 4-8 S Flor branca

Plumeria rubra Jasmim Manga Exótica 4-6 D Flor vermelhas-escuras

Stiffia crysantha Diadema Nativa 3-5 P Flor amarela

Tabebuia chrysotricha Ipê Amarelo Cascudo Nativa 4-10 D Flor amarela

Tabebuia insignis Ipê Branco do Brejo Nativa 4-7 D Flor branca

Tibouchina candolleana Quaresmeira da Serra Nativa 4-6 S Flor rosa e roxa

Tibouchina granulosa Quaresmeira Rosa Nativa 8-12 S Flor rosa e roxa

 

II – Para uso em passeios públicos desprovidos de fiação elétrica:

 

Nome científico Nome popular

Nativa / Exótica

Porte

(m) Folhas Obs.

Bauhinia variegata Unha de Vaca Exótica 5-7 P Flor amarela

Callicarpa reevesii Calicarpa Exótica 7-10 D Flor rosa

Cassia ferruginea Canafístula Nativa 8-15 D Flor amarela

Cassia fistula Cássia Imperial Exótica 10-15 D Flor amarela

Cassia javanica Cássia Rosa Exótica 10-12 S Flor rosa

Eugenia uniflora Pitanga Nativa 6-12 S Flor minúscula, fruto comestivel

Hovenia dulcis Uva Japonesa Exótica 10-15 D Flor amarela, fruto comestível

Jacaranda brasiliana Caroba Nativa 4-10 D Flor roxa

Jacaranda cuspidifolia Jacarandá de Minas Nativa 5-10 D Flor roxa

Koelreuteria paniculata Árvore da china Exótica 10-12 C Flor amarela

Lagerstroemia speciosa Resedá Gigante Exótica 7-10 D Flor rosa

Licania tomentosa Oiti Nativa 8-15 P Flor minúscula

Ligustrum lucidum Alfeneiro Exótica 7-10 P Flor minúscula

Lophantera lactescens Lofântera Nativa 10-20* S Flor amarela

Luehea divaricata Açoita Cavalo Nativa 15-25* D Flor amarela

Melaleuca leucadendron Melaleuca Exótica 10-15* P Flor branca

Tabebuia chrysotricha Ipê Amarelo Cascudo Nativa 4-10 D Flor amarela

Tabebuia chrysotricha Ipê Amarelo Cascudo Nativa 12-20* D Flor amarela

Tabebuia heptaphylla Ipê Roxo Nativa 10-20* D Flor roxa

Tabebuia impetiginosa Ipê Roxo Nativa 8-12 D Flor roxa

Tabebuia roseo-alba Ipê Branco Nativa 7-16 D Flor branca

Thevetia thevetioides Chapéu de Napoleão Exótica 7-10 P Flor amarela

Tibouchina candolleana Quaresmeira da Serra Nativa 4-6 S Flor rosa e roxa

Tibouchina granulosa Quaresmeira Rosa Nativa 8-12 S Flor rosa e roxa

*espécies utilizadas para passeios com largura maior que 4 metros.

 

III – Para uso em estacionamentos:

 

Nome cientifico Nome popular

Nativa / Exótica

Porte

(m) Folhas Obs.

Apuleia leiocarpa Grápia Nativa 25-35 D Flor branca

Azaderachta indica Niim  Exótica 15-20 D Flor branco-creme

Caesalpinia echinata Pau-brasil Nativa 8-12 SD Flor amarela

Caesalpinia peltophoroides Sibipiruna Nativa 8-16 SD Flor amarela

Cássia bakeriana Cássia rósea Exótica 12-15 SD Flor rosa

Cassia ferruginea Chuva de ouro  Nativa 8-15 D Flor amarela

Cássia fistula Cássia imperial Exótica 10-15 D Flor amarela

Cassia leptophylla Falso-bartimão Nativa 8-10 P Flor amarelada

Cedrella fissilis Cedro Nativa 20-35 D Flor amarelada

Cupania vernalis Camboatá-vermelho Nativa 10-22 SD Flor pequena amarelada

Erytrhrina falcata Corticeira-da-serra Nativa 20-30 D Flor vermelha

Jacarandá mimosifolia Jacaranda mimoso Exótica 12-15 D Flor roxa

Koelreuteria bipinnata Árvore da China  Exótica 10-12 D Flor amarela

Lagerstroemia speciosa Reseda gigante Exótica 7-10 D Flor rosa

Ligustrum lucidum Alfeneiro Exótica 7-10  P Flor branca

Lonchocarpus campestris Angelim-bravo Nativa 5-12 D Flor branca

Luehea divaricata Açoita Cavalo Nativa 15-25 D Flor amarela

Machaerium stipitatum Canela-do-brejo Nativa 10-20 SD Flor pequena

Melia azedarach Cinamomo Exótica 15-20 D Flor lilás-rosa

Nectandra megapotamica Canelinha Nativa  15-25 D Flor amarela

Nectranda rigida Canela-ferrugem Nativa 15-20 P Flor branca

Nectranda rigida Canela-ferrugem Nativa 15-20 P Flor pequena

Parapiptadenia rigida Angico-vermelho Nativa 13-10 D Flor amarelada

Patagonula americana Guajuvira Nativa 10-25 D Flor branca

Peltophorum dubium Canafístula Nativa 15-25 D Flor amarela

Poecilanthe parviflora Coração-de-negro Nativa 15-25 P Flor branca

Rapanea umbellata Capororoca Nativa 5-15 P Flor pequena

Roupala brasiliensis Carvalho-brasileiro Nativa 15-25 D Flor amarelada

Senna multijuga Aleluia Nativa 6-10 D Flor amarela

Tamarindus indica Tamarindo Exótica 10-15 SD  Flor amarelada

Thevetia thevetioides Chapéu de Napoleão Exótica 7-10 SD Flor amarela

Tibouchina granulosa Quaresmeira Nativa 8-12 sd Flores rosas/roxa

Trichilia clausenii Catiguá Nativa 6-12 SD Flor amarelada

 

IV – Palmeiras para uso em canteiros centrais:

 

Nome científico Nome popular

Nativa / Exótica

Porte

(m)

Archontophoenix cunninghamii Palmeira real, seafortia  Exótica 8-10

Butiá capitata Butiá  Nativa 4-5

Trithrinax brasiliensis Buriti-palito Nativa 2-13

Caryota urens Cariota Exótica 12-20

Syagrus romanzoffiana Jerivá Nativa 7-15

Dypsis decary Palmeira triangulo  Exótica 3-6

Trachycarpus fortunei Palmeira moinho de vento Exótica 5-10

Washingtonia robusta Palmeira de leque do méxico Exótica 15-22

Washingtonia filifera Palmeira-da-califórnia Exótica 10-15

Roystonea oleracea Palmeira-imperial Exótica 18-40

Euterpe edulis Palmiteiro Nativa 5-12

Phoenix roebelinii Tamareira de jardim  Exótica 2-4

Sabal palmetto Sabal da flórida Exótica 6-20

Phoenix canariensis Tamareira-das-cancanárias Exótica 12-15

Phoenix dactylifera Tamareira Exótica 15-30

 

VI – Espécies de utilização restrita em arborização urbana*:

 

Nome científico Nome popular

Leucaena  Leucena

Ficus benjamina Ficus

Ficus elástica Falsa Seringueira

 

* Tais espécies só poderão ser plantadas com prévia autorização da Coordenadoria de Meio Ambiente

 

Este texto não substitui o publicado no Jornal "Primeira Página" de 06/06/09

 

 



Última atualização em Qui, 25 de Outubro de 2012 21:51
 
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