ECONOMIA DE BAIXO CARBONO

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Escrito por Juliana   
Qua, 17 de Outubro de 2012 20:40

A ECONOMIA DE BAIXO CARBONO

Diante da constatação de fenômenos de mudanças climáticas, as empresas e o mercado começaram a se mobilizar rumo a uma economia de baixo carbono, avaliando riscos, oportunidades, discutindo soluções práticas. Essa movimentação corporativa é motivada por: competitividade internacional, antecipação de marco regulatório, redução de custos, transparência, oportunidades de gerar créditos em carbono, etc.

O aumento da concentração dos Gases de Efeito Estufa (GEEs) lançados na atmosfera pela ação humana é diretamente ligado ao aquecimento global; principalmente pela queima de combustíveis fósseis e de florestas. Esses gases, que se concentram na alta atmosfera, formam uma espécie de “capa” que não permite dissipar o calor da radiação solar, fenômeno conhecido como “efeito estufa”. Existem várias maneiras de reduzir as emissões dos gases de efeito estufa, mas, primeiramente, antes de reduzir, faz-se necessário mensurar o impacto das atividades diretas e indiretas da empresa.

“É preciso conhecer e quantificar aquilo que precisamos gerir"

Do ponto de vista da quantificação dos GEEs que são lançados na atmosfera, é importante saber quais são eles, quanto emitimos em nossas atividades, quais os mais perigosos para o ambiente e como podemos estabelecer planos e metas para gestão e redução das emissões de GEEs. Neste processo, a elaboração de inventários de GEEs permite às empresas enxergarem oportunidades de novos negócios no mercado de carbono, atrair novos investimentos, ou ainda, planejarem processos que garantam eficiência econômica, energética ou operacional.

As razões para empresas elaborarem inventários de emissão de gases de efeito estufa são várias, as principais são: antecipação de um requerimento de mercado; posicionamento claro e consistente em relação à sustentabilidade; gerenciamento e redução de GEEs, demonstração de liderança e responsabilidade de grupo, exigência de acionistas, clientes, mercado, etc.

Mas afinal, quais são os gases de efeito estufa?

Existem vários gases de efeito estufa, os principais estão disciplinados no Protocolo de Kyoto e são: CO2, CH4, N2O, HFC, HFE, PFC; os quais devem ser reportados obrigatoriamente, para fins do inventário. Cada gás tem um potencial de aquecimento global (PAG ou GWP – em inglês), o PAG é um coeficiente que utiliza como referência o CO2 = 1, assim, os gases são mensurados em CO2e (dióxido de carbono equivalente). Além dos seis principais gases listados na tabela abaixo, o inventário de GEEs pode prever, de forma separada, gases tratados pelo Protocolo de Montreal, como NOx, e CFC, por exemplo.

Por este motivo, a participação é importante para identificar e reportar, além da queima dos combustíveis fósseis, os processos, materiais e produtos industriais utilizados especificamente no setor em questão. Uma vez que alguns processos que podem gerar quantidades significativas de GEEs, como por exemplo, espumas rígidas e moldadas (hidrofluorcarbonos HFC-134-a); vazamento de sistemas de refrigeração (HFC-125, HFC-143a); alguns solventes; uso de explosivos; vazamento de transformadores, e outros equipamentos elétricos (SF6); processo de solda, etc. Neste sentido, o relatório será mais detalhado e preciso, quanto maior o entendimento sobre processos e materiais industriais utilizados.

Um inventário de GEEs nada mais é do que fazer a contabilidade e organizar os dados sobre emissões com base em padrões e protocolos e atribuir sua responsabilidade sobre essas emissões.

Mas por que tornar público dados sobre as emissões de GEEs?

Muitos dos benefícios associados aos inventários de emissões de GEEs só existem se a informação se torna pública. Essa prestação de contas às partes interessadas garante transparência sobre dados de alta relevância para a sociedade, que se depara com o desafio de combater o aquecimento global. A credibilidade de uma empresa e uma boa imagem corporativa pode ser garantida por essa simples ação de publicar dados a respeito de sua “pegada carbônica” em seu relatório anual e outros meios de comunicação, uma vez que esta publicidade que já começa a ser exigida por normas, mercado e governos.

Última atualização em Qua, 17 de Outubro de 2012 20:48
 
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