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Por Mariana Schreiber, da Agncia Brasil

Efeito estufa ameaa reas montanhosas, diz FAO Alerta foi feito para marcar o Dia Internacional da Montanha; emisses do efeito estufa aumentaram 70% nas ltimas trs dcadas.

A ONU marcou neste tera-feira (11) o Dia Internacional da Montanha com um alerta sobre a velocidade do aquecimento global. Segundo a Organizao das Naes Unidas para Agricultura e Alimentao, FAO, a mudana climtica est causando o desaparecimento de espcies em reas montanhosas. A causa so as altas emisses de dixido de carbono, que causam o efeito estufa.

Rdios

De acordo com a FAO, nos ltimos 30 anos, houve um aumento de cerca de 70% nas emisses de gases poluentes. Um dos exemplos o caso do Buto, no centro-sul da sia, onde as geleiras esto diminuindo de 20 a 30 metros por ano.

Uma das medidas para combater o problema prev a distribuio de aparelhos de rdio populao rural para que recebam advertncias sobre a situao climtica da regio. O Dia Internacional da Montanha comemorado desde 2003 pela ONU, aps ser aprovado pela Assemblia Geral.

 

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Por Marwaan Macan-Markar*

Nusa Dua, Bali, Indonsia, 17 de dezembro (Terramrica) - O novo ativo do sculo o gs carbono, a ser transacionado entre o mundo rico e o pobre nos mercados do futuro. A maior conferncia mundial sobre mudana climtica proporcionou um terreno frtil para que este mercado potencialmente lucrativo estenda suas razes ao setor florestal. O carbono, ou melhor, o dixido de carbono, a principal substncia entre as que aquecem a atmosfera, conhecidas como gases causadores do efeito estufa. As vozes a favor deste novo mercado foram numerosas na XIII Conferncia das Partes da Conveno Marco das Naes Unidas sobre Mudana Climtica, realizada entre 3 e 14 deste ms na Ilha de Bali, na Indonsia.

Entre elas a do Banco Mundial. Na semana final da reunio, que atraiu cerca de dez mil participantes de aproximadamente 180 pases, o Banco lanou uma iniciativa para incorporar as florestas tropicais do mundo em desenvolvimento ao mercado de crdito de carbono. O Fundo para Reduzir as Emisses de Carbono Mediante a Proteo das Florestas, j proposto em 2006 pelo Banco e apresentado em Bali, destina-se a proteger esses ecossistemas do desmatamento, canalizando fundos do mundo industrializado. O Fundo permitir aos compradores das naes ricas, que devem reduzir suas emisses de dixido de carbono, a faz-lo financiando programas que detenham a destruio florestal, que contribui com quase 20% dos gases que provocam o efeito estufa lanados na atmosfera.

O Banco prev capitalizao de US$ 300 milhes para o Fundo, que ser implementado com uma base de US$ 10 milhes. Tambm calcula que seu funcionamento ser de aproximadamente uma dcada. Semelhante tentativa de que os maiores contaminadores do mundo obtenham crditos de carbono apenas a ltima de uma crescente lista de opes incentivadas pelo Protocolo de Kyoto, em vigor desde 2005. Em 2006, o volume global do mercado de carbono era de aproximadamente US$ 30 bilhes, segundo o Banco Mundial, e em 2004 era inferior a US$ 1 bilho.

A maior fonte de crditos no mercado foram os investimentos para reduzir os hidrofluorocarbonos (HFC), utilizado em vrios processos de manufatura de indstrias qumicas, como a de pinturas, disse ao Terramrica Bem Vitale, diretor de Desenvolvimento de Mercados e Negcios de Ecossistemas da Conservation International. A China foi o pas mais beneficiado com os investimentos em projetos amigveis com o meio ambiente, que habilitam uma empresa ou um governo (do mundo industrializado) a adquirir crditos de carbono, acrescentou.

Entretanto, nem todos na Conferncia se mostraram convencidos de que as florestas do mundo em desenvolvimento sero protegidas por um mecanismo de mercado concebido para ajudar governos e empresas do mundo industrializado a adquirir crditos de carbono. Estes crditos so permisses para contaminar. Quem os compra, adquire uma desculpa para no reduzir sua prpria contaminao, enquanto paga para que outros produzam de maneira mais limpa. Nos preocupa o abuso dos mecanismos de mercado. No estou certo de que por si s ajudem a reduzir as emisses, disse o chanceler brasileiro, Celso Amorim. A preocupao compartilhada por algumas organizaes ambientalistas.

A insistncia de que o mercado seja uma soluo para que os ricos cumpram suas obrigaes pode alterar a prioridade do Protocolo de Kyoto: que os pases industrializados reduzam os gases causadores do efeito estufa em suas prprias economias. O mundo industrializado comear a comprar crditos de carbono florestal baratos do mundo em desenvolvimento sem mudar sua matriz energtica, nem seus sistemas de transporte, que so os que contaminam o meio ambiente, disse ao Terramrica Marcelo Furtado, diretor de campanha da filial do Greenpeace no Brasil. As naes ricas podem estar fazendo um grande favor ao planeta ao protegerem as florestas tropicais, mas, em um aspecto mais amplo, o meio ambiente no se beneficia porque no reduziriam suas emisses de gases, acrescentou.

Organizaes como a Amigos da Terra e o Frum Indonsio para o Meio Ambiente tm outras preocupaes sobre o novo papel que se quer dar s florestas tropicais. Comunidades indgenas e outros povos cujo sustento depende das florestas sero marginalizados desse vnculo econmico e cultural tradicional que mantm durante dcadas ou sculos, afirmaram. As diferenas aparecem enquanto 2008 se aproxima, ano em que comear o perodo para cumprir os compromissos assumidos em Kyoto por todos os pases industrializados, menos os Estados Unidos.

As naes ricas esto obrigadas a reduzir seus gases que provocam o efeito estufa em 5,2% com relao aos nveis de 1990, no prazo de cinco anos que terminar em 2012. O novo ano tambm abrir as portas para que as empresas e os pases do mundo rico que acumularam crditos de carbono comecem a comercializ-los. O Protocolo de Kyoto, anexo da Conveno sobre Mudana Climtica, estabeleceu um Mecanismo de Desenvolvimento Limpo que habilita os poluidores do Norte industrializado a investirem em iniciativas limpas no Sul em desenvolvimento em troca de... crditos de carbono, com os quais diminuiro as distncias que os separa do cumprimento de suas obrigaes.

Enquanto se espera este novo giro econmico, representantes dos pases pobres protestam dizendo que no querem ser vtimas de fraude a respeito do valor de uma tonelada de carbono. Um delegado indonsio na Conferncia de Bali disse ao jornal The Jakarta Post que os crditos de carbono esto avaliados em apenas US$ 3 a tonelada nos pases em desenvolvimento, enquanto so cotados a US$ 25 nos pases europeus. Na provncia canadense de Alberta, as autoridades fixaram em US$ 15 a tonelada de carbono, como parte dos esforos para exigir redues dos emissores do setor privado, disse um funcionrio dessa regio, que tem as segundas maiores reservas de petrleo do mundo. Se houver abuso do mercado de carbono ser injusto culpar o Protocolo de Kyoto, disse Furtado. A culpa ser de quem abusar, por no cumprir suas obrigaes de reduzir suas emisses, concluiu o ambientalista brasileiro.

 

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Por Grace Perpetuo, do MMA

Toda a histria e os resultados do Projeto de Conservao e Utilizao Sustentvel da Diversidade Biolgica Brasileira (Probio) da Secretaria de Biodiversidade e Florestas (SBF/MMA) esto agora disponveis no endereo eletrnico http://mma.gov.br/probio. Encerrado o projeto - que funcionou durante dez anos, entre 1996 e 2006 -, o Departamento de Conservao da Biodiversidade (SBF) decidiu tornar acessveis todas as informaes sobre o Probio e os 144 subprojetos apoiados por ele.

"Foi um atalho: se fssemos esperar pela publicao de todas as informaes levantadas pelos subprojetos, anos se passariam sem que estes contedos estivessem disponveis ao pblico", afirma o diretor do departamento, Braulio Dias. Os contedos foram disponibilizados no site do MMA no fim do ms de agosto, mas as atualizaes dos subprojetos ainda esto em curso.

Coordenado pelo MMA em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientfico e Tecnolgico (CNPq), pioneiro e estruturante - "pois foi o primeiro grande projeto nacional especfico para a biodiversidade", reitera o diretor -, o Probio teve como objetivo fundamental auxiliar o governo brasileiro a desenvolver o Programa Nacional de Biodiversidade, criado em 1994. Para tanto, identificou reas prioritrias para ao; promoveu a execuo de subprojetos ligados conservao e utilizao sustentvel da diversidade biolgica nacional; e apoiou a formulao de polticas pblicas. Por fim, o Probio gerou e divulgou conhecimentos e informaes estratgicas sobre biodiversidade no Pas - agora acessveis aps um grande esforo promovido pela gerente de Conservao da Biodiversidade, Daniela Amrica Suarez de Oliveira. "Agora, as pessoas podem se apropriar livremente desses contedos", afirma.

O diretor Braulio Dias, por sua vez, reitera que "o projeto foi inovador, tambm, porque trabalhou com induo de demanda: identificados os grandes temas prioritrios, lanvamos editais e, aps anlise, selecionvamos vrios subprojetos de qualidade". "Assim, num processo transparente e imune a presses polticas, conseguimos mobilizar as melhores capacidades do Pas", garante.

Para alm dos contedos resultantes do Probio - por si s de considervel volume, pois os 144 subprojetos apoiados resultaram em relatrios, publicaes e at em implementao efetiva -, no entanto, muitas outras informaes referentes biodiversidade esto reunidas no endereo http://mma.gov.br/portalbio. "Est l para quem quiser, por exemplo, o mapeamento da cobertura vegetal de todos os biomas brasileiros na escala 1:250 mil, fruto de seis subprojetos do Probio", diz o diretor. E completa: "Estamos muito satisfeitos com os resultados do projeto: ele foi at citado internacionalmente como modelo".

 

Corais com os dias contados

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Por Stephen Leahy, da IPS

Toronto, 16/11/2007 Os arrecifes de coral desaparecero em poucas dcadas se no se concretizar uma reduo sem precedentes nas emisses de dixido de carbono, segundo alerta feito por cientistas da Universidade Nacional da Austrlia. A maior concentrao de dixido de carbono na atmosfera acelera o processo de acidificao das guas ocenicas. No somente os corais so afetados, mas tambm grande parte do plncton dos oceanos austrais, disse Malcolm McCulloch, cientista da universidade que pesquisa questes ambientais.

O plncton o motor da produtividade do oceano e se encontra na base da rede alimentar que mantm o krill, as baleias, o atum e nossas pescas, afirmou McCulloch. Tambm tem um importante papel absorvendo carbono da atmosfera e mantendo-o nas profundezas do oceano. Se a reduo do plncton tiver uma acelerao, a concentrao desse gs deixar a gua mais cida. Recentes pesquisas demonstraram que nos ltimos 50 anos a acidez da gua do oceano aumentou em torno de um tero de uma unidade de pH, trs mais do que em medies anteriores. Estas so as primeiras pesquisas e a tendncia no uniforme, mas tudo indica que a acidez da gua do oceano aumentou, acrescentou o cientista australiano.

Os oceanos e a atmosfera esto estreitamente ligados. O dixido de carbono, emitido por atividades humanas como o uso de combustveis fsseis, se combina na gua do mar com ons de carbono, formando acido carbono. Este processo foi detectado h apenas trs anos, e os cientistas ainda procuram determinar seu impacto global. Ove Hoegh-Guldberg, do Centro para os Estudos Marinhos da Universidade de Queensland, na Austrlia, disse IPS que com o processo de acidificao desaparecem os ons de carbono, crticos para a calcificao de vrios organismos marinhos, includos os corais.

Hoegh-Guldberg, McCulloch e mais de 50 cientistas marinhos que participaram de um frum no Centro para a Excelncia nos Estudos dos Arrecifes de Coral cobraram aes para que todas as sociedades e governos reduzam imediatamente e de maneira substancial as emisses de gases causadores do efeito estufa. A maioria dos especialistas em mudana climtica atribui a estes gases, dos quais o principal o dixido de carbono, grande parte do aquecimento do planeta. A ao exigida pelos cientistas a nica forma de prevenir um dano maior aos arrecifes de coral, alertaram.

Na medida em que aumenta a quantidade de dixido de carbono na atmosfera, diminuem os ons de carbono, fazendo com que os corais deixem de construir arrecifes. Sem os arrecifes, se destri o habitat de aproximadamente um milho de espcies, disse Hoegh-Guldberg. Os arrecifes so os organismos vivos maiores do planeta, facilmente visveis desde o espao. Sua importncia biolgica e econmica surpreendente. Embora ocupem menos de 1% dos oceanos, constituem o lar ou um recurso vital para 25% a 33% das criaturas marinhas. A Unio Mundial para a Conservao os considera vitais para a sobrevivncia humana.

Nas naes insulares com insuficientes terras agrcolas, a pesca uma fonte primaria de protenas e, freqentemente, constituem a nica fonte de renda, disse Simon Donner, que investiga o impacto da mudana climtica na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. O turismo Grande Barreira de Arrecifes australiana, de dois mil quilmetros de extenso, representou uma renda de US$ 6 bilhes apenas no ano passado. Cerca de 500 milhes de pessoas dependem dos arrecifes e so as menos responsveis pelas emisses de carbono, disse Donner IPS. A emisso mdia por habitante 10 vezes menor do que a registrada nos Estados Unidos.

A mudana climtica tambm aquece os oceanos, o que causou a perda de cor dos corais. A temperatura mais alta da gua provocou um dano importante na Grande Barreira australiana e aos corais do Caribe em 2005. Os arrecifes podero se recuperar da perda se estiverem sos e a temperatura da gua diminuir. Porm, sua recuperao ser impossvel se a concentrao de dixido de carbono na atmosfera chegar a 500 partes por milho, j que no restaro ons de carbono suficientes nos oceanos para que os corais cresam, disse Hoegh-Guldberg. Ao chegarem a esse ponto, se passaro de ecossistemas em desenvolvimento a desertos marinhos, acrescentou.

Este cenrio pode ocorrer em algumas dcadas com os atuais padres de consumo de carvo, petrleo e gs, segundo previu este ms a Agncia Internacional de Energia. A AIE calculou que as emisses aumentaram 57% at 2030. Quando chegar a esse nvel, a concentrao de dixido de carbono si situar em um nvel entre 450 e 500 partes por milho, na opinio de alguns especialistas. Superar esse nvel no uma opo, mas um convite catstrofe, alertou Hoegh-Guldberg. Mas, nem todos concordam.

No creio que 500 ppm seja um limite crtico, disse IPS Ulf Riebesell, do Instituto Leibniz de Cincias Marinhas de Kiel, na Alemanha. Pesquisas de Riebesel em fiordes noruegueses publicadas na revista Nature indicam que um nvel maior de dixido de carbono aumenta a quantidade de plncton nos oceanos e pode melhorar sua capacidade de absoro desse gs, que fica retido no mundo marinho. Se isso ocorrer em todo o mundo uma boa notcia, desacelerando o acmulo de dixido de carbono na atmosfera. Porm, Riebesell teme a acidificao dos oceanos pelo aumento desse gs em suas profundidades, algo que agora se verifica apenas na superfcie.

Outro impacto pode ser a criao de reas com escassez de oxignio, ou zonas mortas. Com o desaparecimento do plncton criam-se extensas zonas onde muito pouco pode viver. Isto j est ocorrendo no Golfo do Mxico, Biebesell no estudou o impacto nos corais, mas disse que a queda na calcificao observada pelos australianos afetara o fitoplncton e sua capacidade para levar carbono s guas profundas. Porm, tudo isto objeto de intenso debate. Tambm pode ocorrer que no momento em que os nveis de carbono sejam suficientemente altos para evitar a formao de arrecifes os corais j tenham morrido devido elevao da temperatura da gua do oceano. Se voc for um coral, escolha o veneno que preferir, disse Donner. A ameaa aos arrecifes de coral to grave que inclusive os cientistas mais reticentes esto gritando, e alto, acrescentou. (IPS/Envolverde)

 

Reflorestamento por abelhas

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Por Michelle Portela, da Agncia Fapesp

Pesquisadores do Inpa descrevem terceiro caso no mundo de disperso de sementes em floresta por abelhas sem ferro.

Agncia FAPESP Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaznia (Inpa) conseguiram descrever como abelhas sem ferro do gnero Melipona contribuem para a disperso de sementes de angelim-rajado (Zygia racemosa), espcie presente na vida do ribeirinho e de alto valor comercial. Esse o terceiro caso no mundo, comprovado cientificamente, de melitocoria, a disperso de sementes de plantas por abelhas.

A disperso do angelim-rajado no caso estudado foi realizada por abelhas sem ferro. O fato surpreendeu os pesquisadores pelo grande tamanho da semente carregada com resina pelas operrias. As abelhas sem ferro so responsveis por 30% a 90% da polinizao de plantas em diferentes biomas brasileiros.

A participao acentuada na regio amaznica. O Amazonas concentra a maior variedade de abelhas sem ferro do mundo. Com a maior extenso territorial e mata preservada, a principal diversidade est aqui, bem perto de ns, disse o bilogo Alexandre Coletto da Silva, do Inpa, Agncia FAPESP.

Das cerca de 400 espcies de abelhas sem ferro descritas na literatura cientfica, pelo menos 300 esto na Amaznia. A importncia da descoberta da participao das abelhas na disperso do angelim-rajado aumenta quando se considera o valor do uso dessa espcie madeireira pelos povos tradicionais da floresta, afirmou Coletto da Silva.

O angelim-rajado muito usado na construo de paredes de casas ou no entalhe de mveis, como mesas e cadeiras. A descoberta foi descrita na revista Acta Amazonica.

Durante um ano, o grupo da biloga Christinny Giselly Bacelar Lima, doutoranda em botnica pelo Inpa, acompanhou o comportamento das abelhas entre o meliponrio (onde se criam abelhas sem ferro) do Inpa e a floresta natural do campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Quando voltavam da floresta, algumas traziam sementes para as colmias.

Segundo Coletto da Silva, os pesquisadores se questionaram sobre a possibilidade de disperso pelas abelhas. Se eram abelhas mesmo que estavam levando as sementes para l, precisvamos provar esse comportamento, disse.

Uma cmera foi instalada na frente da colmia para registrar o momento em que as abelhas voltavam para casa com as sementes presas nas pernas. De modo a descobrir a semente de qual espcie de planta estava sendo transportada, os pesquisadores entraram na mata da Ufam, para onde sabiam que as abelhas voavam uma vez que haviam observado a direo e sentido que as operrias se deslocavam aps sair das colmias.

No primeiro dia de campo, aps vrias horas de caminhada pela mata, confirmamos a existncia de inmeras mudas como as que trazamos conosco, obtidas a partir das sementes trazidas pelas abelhas e postas para germinar. E, mais frente, ao olharmos para cima deparamos com um grande angelim-rajado, disse Coletto da Silva.

Posteriormente, ele e outro membro do grupo subiram no angelim por rapel para fotografar a coleta. No alto, fotografamos abelhas coletando sementes. Era o terceiro caso registrado no mundo, afirmou.

O primeiro caso de melitocoria foi registrado na Austrlia. Uma abelha do grupo das trigonas (Trigona carbonaria), espcie sem ferro menor, carregava a semente de um tipo de eucalipto. O segundo caso foi no Amazonas, tambm com abelhas Melipona, que espalharam sementes da espcie vegetal Coussapoa asperifolia.

O artigo Melitocoria de Zygia racemosa (Ducke) Barneby & Grimes por Melipona seminigra merrillae Cockerell, 1919 y Melipona compressipes manaosensis Schwarz, 1932 (Hymenoptera, Meliponina) en la Amazona Central, Brasil, de Christinny Giselly Bacelar-Lima e outros, publicado na Acta Amazoniza (vol. 3, 3 edio), pode ser lido em http://acta.inpa.gov.br.

 
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